segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Farmville


Já uma vez aqui escrevi que um Montareco apesar de nunca negar os seus hábitos rupestres e tradições, não fica indiferente ás novas ferramentas que a modernidade nos oferece. A verdade é que hoje em dia não há Montareco que passe sem a internet, e sem aquilo que ela tenha para oferecer, quer positiva quer negativamente. Um fenómeno que surgiu nos ultimos anos foram as redes sociais, tipo hi5 ou facebook só para citar as mais conhecidas, que tinham na sua principal qualidade o facto de encontrarmos aqueles amigos de quem nada sabíamos á anos, conhecer gente nova, e para nós montarecos permitia-nos essencialmente ver aquelas fotos mais ousadas onde muitas parolas ( amigas ou desconhecidas) mostravam os seus atributos ( nem sempre apetecíveis) a toda a comunidade cibernauta.

Até aqui tudo bem, tirando um ou outro excesso penso que as redes sociais eram algo de benéfico, mas com o passar do tempo elas foram adquirindo novas funcionalidades, até chegar ao tema deste post, o farmville.

Actualmente por este mundo fora não existe moda maior, sejam crianças, adolescentes ou até mesmo velhotes, é raro encontrar alguem que não tenha a sua própria quinta, eu devo ser dos poucos que não se rendeu a esta modernice dos ciberagricultores.

Ele é tratar da horta, é cuidar dos animais, está tudo rendido ao mundo da lavoura, e a nossa agricultura em crise. Querem lavrar? há por aí muitos terrenos a precisar de serem semeados. Gostam de criar animaizinhos? hoje em dia há falta de pastores, podem muito bem vestir um capote ou uma pelisse e ir guardar gado ( o Massano agradecia).

O pior disto tudo é que há muita gente que já nem tem tempo para a sua vida social, preferindo dedicar o seu tempo livre em frente ao computador a cultivar nabos e a alimentar galinhas.

Com o avançar desta loucura colectiva, não me admirava nada que qualquer dia se por acaso acontecesse uma qualquer tempestade ou outra catástrofe natural no mundo farmville, e que destruísse plantações e criações de gado, esta malta aparecesse por aí a exigir ao governo subsídios a fundo perdido, para minimizar os danos sofridos...

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